Cinco meses depois de ter criado este local para expressar os meus devaneios, venho anunciar o fim deste meu amado heterónimo que me acompanhou durante alguns meses, a cela abriu-se para o Bandido...
Se há uns tempos tinha tempo para cá escrever todos os dias e às vezes até mais que uma vez devido ao meu estado de espírito de prisioneiro, hoje já não posso dizer o mesmo e daqui para a frente ainda será pior. Já não estava a conseguir escrever cá com a regularidade que pretendia nem com a qualidade auto exigida, sou o tipo de pessoa que ou faz as coisas bem feitas ou prefere não fazer.
A vida dá muitas voltas e é impressionante a rapidez com que esta nos foge das mãos por muito que não queiramos que tal aconteça. O "Bandido" marcou sem dúvida uma fase da minha vida, vida essa que agora é totalmente diferente para melhor, e como já o disse a algumas pessoas: ainda bem que o Bandido teve o seu fim, quer dizer muita coisa, ainda bem mesmo, o desejo é que nunca regresse, pelo menos nos moldes em que começou!
Gostei muito de expressar os meus sentimentos, relatar os acontecimentos e expor muitas emoções, foi sem dúvida marcante e enriquecedor. Não deixarei de escrever, vem aí um ambicioso projecto que não é só meu e poderão continuar a ler as minhas crónicas (entre outros autores) que serão no seguimento daquilo que eu vinha a escrever ultimamente. A seu tempo descobrirão.
Obrigado a todos os que me leram, mas especialmente aos que me seguiram e aos que comentaram, foram sempre uma motivação e em certos momentos uma força, vocês bem sabem.
Quem sabe um dia regresse e este Bandido volte para a prisão, mas espero profundamente que tal não aconteça novamente!
Até ali ao lado!
Diário de um Bandido 21.04.2011 - 19.09.2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Por um quadrado
Neste fim de semana fiquei todo contente ao ver um mal amado meu durante 3 dias na televisão por causa do congresso do PS que se realizou em Braga. Remeto-vos para o velhinho Parque de Exposições de Braga, frequentemente tratado e conhecido por simplesmente PEB.
Se eu sabia que a grande nave não tem condições acústicas nenhumas, então nestes dias ficou comprovado, o eco que se ouvia aquando as falas do José Seguro não engana: se não dá para discursos muito menos para concertos e assim não admira que os artistas prefiram ir para o Multiusos de Guimarães e quase nenhumas entidades queiram realizar cá eventos, os estado de degradação das infraestruturas também já é enorme.
Ao ver aquelas mesas e aquelas bancadas cheias também me lembrei de toda a potencialidade perdida para gerar movimento económico na cidade com a ausência de uma estrutura capaz de atrair estes grandes eventos. Não é difícil imaginar que os hotéis ficaram quase esgotados, os restaurante facturaram bem e o comércio registou maior movimento que o habitual.
Ao ver tanto aparato televisivo e o Mesquita la sentado interroguei-me se este questionou os jornalistas se agora Braga já faz parte do mapa de Portugal, ao contrário das semanas do São João, Braga Romana, Mimarte... pois as televisões não apareceram por cá.
Para terminar o fim de semana: festa minhota em Braga com a recepção ao vencido Gil Vicente e o programa da TVI Canta Comigo com o melhor cenário que alguma vez teve. É tão bom ver Braga por um canudo, mas neste caso é pelo quadrado (ou rectângulo vá) da televisão.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Cavalos
Ontem recebi com tristeza a notícia de que acabaram os passeios a cavalo no Bom Jesus.
Acabaram com o canudo, depois acabaram com aquele enorme parque infantil, depois retiraram aqueles míticos bancos vermelhos para dar lugar à esplanada do hotel e agora acabaram com os cavalos. Daqui a nada so resta o elevador... E assim se vai a tradição. Espero que este problema seja resolvido.
Por um lado perde-se a tradição. Por outro ganha-se maior higiene, limpeza e segurança naquela zona com bastantes estabelecimentos comerciais e restauração. Pelo que consta muitas vezes os animais eram mal tratados e se houvesse algum acidente não existia seguro.
Cavalos com regras e legalização parece-me a melhor solução para se manter a tradição.
Acabaram com o canudo, depois acabaram com aquele enorme parque infantil, depois retiraram aqueles míticos bancos vermelhos para dar lugar à esplanada do hotel e agora acabaram com os cavalos. Daqui a nada so resta o elevador... E assim se vai a tradição. Espero que este problema seja resolvido.
Hoje após ver várias notícias fiquei com uma opinião ligeiramente diferente:
Cavalos com regras e legalização parece-me a melhor solução para se manter a tradição.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Parque
![]() |
| Vista para o Parque e Capela de Guadalupe a Partir do Miradouro do Sagrado Coração de Jesus na UCP. |
Tenho pena, um lugar tão belo ao abandono e agora nem sequer está aberto durante a semana porque a associação de reformados que zelava pela segurança e abertura do parque foi despejada de lá. Já para não falar que agora aquelas casas de ricos tapam a vista para sul.
Temos uma lindíssima área verde em pleno centro da cidade voltada ao abandono, aliando o parque ao valor cultural e arquitectónico da capela; e ao miradouro do Sagrado coração de Jesus situado no Campus Camões da UCP (talvez, o meu local favorito na cidade) conseguiríamos um ponto de atracção turística de excelência e uma nova dinâmica numa zona do casco histórico com grandes problemas de desertificação.
Intervenção e cooperação precisa-se! :)
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Cobra
Cobra que se alimenta de políticos corruptos foi descoberta no Brasil. Precisamos de meia dúzia delas cá em Portugal!
«Político é engolido por cobra Sucuri no Amazonas

Um deputado de Santa Catarina foi engolido por uma cobra Sucuri, na manhã desta quarta-feira (8), durante um passeio pelo Amazonas. De acordo com testemunhas, o deputado fazia um passeio de barco, bebia uísque e contava dinheiro de uma maleta, bastante feliz, quando foi surpreendido pela cobra. “Eu vi quando a cobra pegou, enrolou, e engoliu”, contou um pescador que estava próximo do local.
«Político é engolido por cobra Sucuri no Amazonas

Um deputado de Santa Catarina foi engolido por uma cobra Sucuri, na manhã desta quarta-feira (8), durante um passeio pelo Amazonas. De acordo com testemunhas, o deputado fazia um passeio de barco, bebia uísque e contava dinheiro de uma maleta, bastante feliz, quando foi surpreendido pela cobra. “Eu vi quando a cobra pegou, enrolou, e engoliu”, contou um pescador que estava próximo do local.
Após presenciar o ataque da sucuri contra o deputado, o pescador foi até uma comunidade buscar ajuda. Entretanto, ao invés de conseguir ajuda, conseguiu na verdade foi alavancar gargalhada do povo. “O povo começou a rir, e até bolaram no chão gargalhando, quando eu contei que o engolido foi um político”, disse o pescador ao repórter de G17.
A esposa do deputado foi informada do ocorrido na tarde de hoje. “Eu acho é pouco. Quem mandou ir esconder dinheiro no rio Este?, perdão no Amazonas”, disse a viúva.»
A esposa do deputado foi informada do ocorrido na tarde de hoje. “Eu acho é pouco. Quem mandou ir esconder dinheiro no rio Este?, perdão no Amazonas”, disse a viúva.»
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Juventude
Braga, conhecida como a cidade mais jovem de Portugal e uma das mais jovens da Europa, uma das condições que lhe valeu o título e a organização da Capital Europeia da Juventude para 2012.
A construção desenfreada de prédios e loteamentos para habitação, sem o objectivo de oferecer verdadeira qualidade de vida à população mas com o resultado final de betão armado em cima de betão, novas zonas da cidade completamente feias, sem qualidade, monótonas e sem um plano de interligação das novas urbanizações entre si e o resto do burgo levaram a que o preço habitacional da cidade fosse inferior à média do resto do país. Este motivo económico associado à Universidade do Minho que apareceu activa há 35 anos levou a que os estudantes que para cá vieram morar devido aos estudos se fixassem pois encontravam aqui maior facilidade em comprar casa, arranjar emprego e até iniciar o seu próprio negócio.
Admito que esta política deu frutos, a cidade cresceu a olhos vistos, gerou-se riqueza e dinamismo empresarial interessante para a época. Agora os momentos são outros. Os problemas que afligem a nossa geração e as que se seguirão são bem conhecidos de todos os quadrantes da sociedade. A preocupante situação económica que todo o mundo atravessa, lança a dúvida sobre o futuro de milhões de pessoas, sendo a juventude um dos grupos mais afectados pela instabilidade que se vai apoderando do dia-a-dia. A nível local o panorama não é melhor. Como é sabido, em tempos de crise, sobretudo quando o planeamento é deficitário e quando a vontade é diminuta, as políticas de juventude são das primeiras a sofrer. Em Braga é isso mesmo que se verifica. Aos problemas gravíssimos que a juventude enfrenta, de que é bem exemplo a alarmante taxa de desemprego jovem, consistentemente acima dos 18%, junta-se a inexistência de uma ideia de futuro, não se vislumbra um lampejo de novidade. Ou bem que se repetem modelos e iniciativas desadequadas e anacrónicas, ou então nada feito.
Neste momento fórmulas antigas já não resultam, é preciso mais, os jovens merecem mais do que um título de Capital só para encher páginas de jornais com eventos propagandistas. Não compreendo como é possível ignorar o incentivo a programas locais de incentivo ao emprego e à criação de empresas através, por exemplo, do recurso à discriminação fiscal positiva dos jovens empreendedores. O que pode justificar que a reanimação do centro histórico e a aposta decidida no arrendamento jovem sejam injustificadamente adiadas? Para quando um Parque Tecnológico onde os empreendedores saídos da UM possam instalar as suas empresas a baixo custo e gerar emprego em vez de irem para o Ave Parque, que sendo no concelho de Guimarães as contribuições públicas (impostos, iva...) não contam como sendo de Braga e assim não contribuem para o orçamento anual da autarquia.
É preciso olhar para o futuro, são precisas medidas concretas e não apenas o apelido de capital da juventude, os jovens não vão viver disso. Esta cidade está repleta de jovens com inteligência, cultura, activos, dinâmicos e com vontade de viver esta cidade, como demonstramos nas comemorações do dia internacional da juventude há uma semana atrás:
A construção desenfreada de prédios e loteamentos para habitação, sem o objectivo de oferecer verdadeira qualidade de vida à população mas com o resultado final de betão armado em cima de betão, novas zonas da cidade completamente feias, sem qualidade, monótonas e sem um plano de interligação das novas urbanizações entre si e o resto do burgo levaram a que o preço habitacional da cidade fosse inferior à média do resto do país. Este motivo económico associado à Universidade do Minho que apareceu activa há 35 anos levou a que os estudantes que para cá vieram morar devido aos estudos se fixassem pois encontravam aqui maior facilidade em comprar casa, arranjar emprego e até iniciar o seu próprio negócio.
Admito que esta política deu frutos, a cidade cresceu a olhos vistos, gerou-se riqueza e dinamismo empresarial interessante para a época. Agora os momentos são outros. Os problemas que afligem a nossa geração e as que se seguirão são bem conhecidos de todos os quadrantes da sociedade. A preocupante situação económica que todo o mundo atravessa, lança a dúvida sobre o futuro de milhões de pessoas, sendo a juventude um dos grupos mais afectados pela instabilidade que se vai apoderando do dia-a-dia. A nível local o panorama não é melhor. Como é sabido, em tempos de crise, sobretudo quando o planeamento é deficitário e quando a vontade é diminuta, as políticas de juventude são das primeiras a sofrer. Em Braga é isso mesmo que se verifica. Aos problemas gravíssimos que a juventude enfrenta, de que é bem exemplo a alarmante taxa de desemprego jovem, consistentemente acima dos 18%, junta-se a inexistência de uma ideia de futuro, não se vislumbra um lampejo de novidade. Ou bem que se repetem modelos e iniciativas desadequadas e anacrónicas, ou então nada feito.
Neste momento fórmulas antigas já não resultam, é preciso mais, os jovens merecem mais do que um título de Capital só para encher páginas de jornais com eventos propagandistas. Não compreendo como é possível ignorar o incentivo a programas locais de incentivo ao emprego e à criação de empresas através, por exemplo, do recurso à discriminação fiscal positiva dos jovens empreendedores. O que pode justificar que a reanimação do centro histórico e a aposta decidida no arrendamento jovem sejam injustificadamente adiadas? Para quando um Parque Tecnológico onde os empreendedores saídos da UM possam instalar as suas empresas a baixo custo e gerar emprego em vez de irem para o Ave Parque, que sendo no concelho de Guimarães as contribuições públicas (impostos, iva...) não contam como sendo de Braga e assim não contribuem para o orçamento anual da autarquia.
É preciso olhar para o futuro, são precisas medidas concretas e não apenas o apelido de capital da juventude, os jovens não vão viver disso. Esta cidade está repleta de jovens com inteligência, cultura, activos, dinâmicos e com vontade de viver esta cidade, como demonstramos nas comemorações do dia internacional da juventude há uma semana atrás:
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Mudança
Após pensar muito sobre isto, decidi que neste blogue deixarei de relatar episódios da minha vida pessoal, não é que o deixe de fazer em algumas excepções ou que até esteja subentendida noutros devaneios, mas deixará de ser certamente, o enfoque principal.
Assim sendo, passarei a optar preferencialmente por outro tipo de postura enquanto "Bandido" e noutro tipo de conteúdos, como reflexões pessoais acerca de diversas temáticas da vida, um olhar atento sobre a actualidade local, nacional e internacional, quem sabe algumas brincadeiras e até alguns pensamentos mais estapafúrdios. Teria mais interesse para o leitor a fórmula antiga? Provavelmente sim. Mas o que me importa é estar bem comigo mesmo e gostar do que faço, ter mais ou menos interesse, perder aqueles leitores que cá vinham para saber a minha vida, ter mais ou menos leitores, isso a mim não me provoca qualquer interesse pois não ganho nenhum dinheiro com isto, faço o que gosto e gosto do que faço, é o lema.
Até aqui tinha uma listinha de regras que definia alguns padrões da minha escrita e até do conteúdo da própria página, como por exemplo nunca me dirigir a ninguém nos textos na 2ª pessoa do singular, evitar ao máximo dirigir-me aos leitores, mas sim ao "Diário", etc... A partir de agora não existirão regras, passando a ser um blogue muito mais versátil, moldável e diversificado com o intuito de colmatar alguma perda de interesse. Resumindo, deixarei de tratar isto como um diário mas sim como um espaço onde irei falar o que me apetece, sem regras, sem obrigações nem compromissos.
Com esta modificação pensei se não seria mais interessante suspender "O Bandido" e iniciar um novo projecto numa nova página, mas o Bandido já é uma marca, agora é uma questão de nos habituarmos a este novo Bandido...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Ilustres
Já que este bandido gosta de história, cá vai esta pérola que encontrei no farricoco acerca de... bandidos!
Agora percebi que ainda me falta muito, um dia talvez consiga ser como eles :D
(clicar na imagem para ampliar)
Agora percebi que ainda me falta muito, um dia talvez consiga ser como eles :D
(clicar na imagem para ampliar)
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Inderrubáveis
Na terça fui pela primeira vez a Santo Tirso. Até aqui, dessa terra só conhecia de passagem as bermas da A3 e sem sair do carro até porque nem se o pode fazer. Parece banal, mas para mim era um dia muito especial. Deitei-me a pensar nisto e acordei com uma ansiedade que tinha aumentado exponencialmente durante a noite.
O coração palpitava pela emoção de um dia diferente, à descoberta de novos locais, novas pessoas, novas emoções. A saudade apertava (e ainda aperta) bastante e eu só queria que chegasse a hora de sair de casa, principalmente o momento de chegar ao seu castelo. Uma pequena vista de olhos no GoogleMaps foi o suficiente para eu decorar o caminho até ao número daquela porta, até àquela rua daquela freguesia que fica mais perto de Guimarães do que da sede do seu concelho. Duvidavam que eu conseguisse lá chegar sem me perder, mas o que é certo é que fui lá ter logo à primeira e sem pedir indicações a ninguém, apenas andei um pouco às voltinhas na cidade de Vizela, mas porque se lembraram de mudar o sentido de trânsito nalgumas ruas e essa alteração, por ser recente, ainda não consta no GM.
Custou-me muito fazer o caminho para lá das Taipas, a partir daí só me apetecia acelerar ao máximo, pois o cheiro a estrume típico da aldeia espanhola dentro de Portugal causava-me náuseas, e sabia que não adiantava fechar o vidro pois é o único lugar do planeta onde o mau odor se consegue propagar por superfícies sólidas, não sei como, mas consegue! Acabado de entrar na circular da aldeola ( se é que se pode chamar circular àquilo, primeiro porque está muito mal feita, depois porque as vias são apertadíssimas, e a finalizar aquilo não chega a completar um círculo sequer) começa a tocar na Antena3 uma música que amo, In the End dos bracarenses Utter e não consegui deixar de me emocionar sabendo que afinal o post em que eu me descrevi como sendo o urso do videoclip não era tão verdadeiro, a felicidade invadiu a minha alma e estava quase a chegar o momento que mais ansiava desde há quatro dias.
Daí para a frente como não conhecia o caminho, foi tempo de andar devagarinho, estar bem atento à estrada, às placas que iam aparecendo e de ligar o GPS da minha cabeça, normalmente não costuma falhar. Perdi-me um pouco em Vizela como já expliquei em cima mas consegui rapidamente encontrar a VIM e sair na sua primeira saída que dava acesso à freguesia que pretendia. Por entre ruas e ruelas consegui ir ter direitinho à que pretendia, tinha finalmente chegado e a partir do momento em que vejo a coisinha mais linda e que faz brilhar os meus olhos foi como se de repente entrasse noutro mundo, o nosso mundo, onde somos só nós, nada mais existe ou importa, tudo é perfeito, como sempre.
Como eu ali não conhecia nada, ela é que mandava. Levou-me a conhecer lugares lindíssimos que eu não fazia ideia existir, e fomos, por estradas desconhecidas, ter a outros que já conhecíamos. Depois da tarde "à conquista do mundo" fui conhecer a simpática família, um pouco envergonhado como é normal, mas tranquilo e confiante numa boa apresentação. Como já não era cedo, regressei pela auto-estrada, o sorriso estampado no meu rosto tinha ganho contornos mais exuberantes, assim como a certeza de que estamos a construir um castelo de base sólidas, onde um dia mais tarde iremos viver, inderrubáveis.
O coração palpitava pela emoção de um dia diferente, à descoberta de novos locais, novas pessoas, novas emoções. A saudade apertava (e ainda aperta) bastante e eu só queria que chegasse a hora de sair de casa, principalmente o momento de chegar ao seu castelo. Uma pequena vista de olhos no GoogleMaps foi o suficiente para eu decorar o caminho até ao número daquela porta, até àquela rua daquela freguesia que fica mais perto de Guimarães do que da sede do seu concelho. Duvidavam que eu conseguisse lá chegar sem me perder, mas o que é certo é que fui lá ter logo à primeira e sem pedir indicações a ninguém, apenas andei um pouco às voltinhas na cidade de Vizela, mas porque se lembraram de mudar o sentido de trânsito nalgumas ruas e essa alteração, por ser recente, ainda não consta no GM.
Custou-me muito fazer o caminho para lá das Taipas, a partir daí só me apetecia acelerar ao máximo, pois o cheiro a estrume típico da aldeia espanhola dentro de Portugal causava-me náuseas, e sabia que não adiantava fechar o vidro pois é o único lugar do planeta onde o mau odor se consegue propagar por superfícies sólidas, não sei como, mas consegue! Acabado de entrar na circular da aldeola ( se é que se pode chamar circular àquilo, primeiro porque está muito mal feita, depois porque as vias são apertadíssimas, e a finalizar aquilo não chega a completar um círculo sequer) começa a tocar na Antena3 uma música que amo, In the End dos bracarenses Utter e não consegui deixar de me emocionar sabendo que afinal o post em que eu me descrevi como sendo o urso do videoclip não era tão verdadeiro, a felicidade invadiu a minha alma e estava quase a chegar o momento que mais ansiava desde há quatro dias.
Daí para a frente como não conhecia o caminho, foi tempo de andar devagarinho, estar bem atento à estrada, às placas que iam aparecendo e de ligar o GPS da minha cabeça, normalmente não costuma falhar. Perdi-me um pouco em Vizela como já expliquei em cima mas consegui rapidamente encontrar a VIM e sair na sua primeira saída que dava acesso à freguesia que pretendia. Por entre ruas e ruelas consegui ir ter direitinho à que pretendia, tinha finalmente chegado e a partir do momento em que vejo a coisinha mais linda e que faz brilhar os meus olhos foi como se de repente entrasse noutro mundo, o nosso mundo, onde somos só nós, nada mais existe ou importa, tudo é perfeito, como sempre.
Como eu ali não conhecia nada, ela é que mandava. Levou-me a conhecer lugares lindíssimos que eu não fazia ideia existir, e fomos, por estradas desconhecidas, ter a outros que já conhecíamos. Depois da tarde "à conquista do mundo" fui conhecer a simpática família, um pouco envergonhado como é normal, mas tranquilo e confiante numa boa apresentação. Como já não era cedo, regressei pela auto-estrada, o sorriso estampado no meu rosto tinha ganho contornos mais exuberantes, assim como a certeza de que estamos a construir um castelo de base sólidas, onde um dia mais tarde iremos viver, inderrubáveis.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
À espera
Retirado do blog do NEMEC porque me identifico na perfeição com este devaneio, aqui: http://nemecrui.blogspot.com/2011/08/espera-do-recomeco.html
À espera do recomeço
"Sinto no peito algo que não defino.
Não por não querer, mas por não ser capaz,
Por não me sentir suficientemente audaz
E quando tento explicar sai algo sem tino.
Sinto bolas, sinto golos, sinto abraços,
Explosões de alegria que me seguem os passos.
Tenho sonhos, tenho ilusões,
Tenho a crença que ainda seremos campeões
Se para baixo não nos empurrarem
Os senhores que no futebol mandam,
Para se satisfazerem e se vangloriarem,
Mas que ao longe a vigaristas tresandam.
Temos de lutar contra esta espécie,
Unidos e com as nossas armas prontas,
Deixar de lados as batalhas tontas
Entre aqueles que a nós pertencem
E que apenas de algum fervor carecem.
Se somos família dentro da muralha
É contra os de fora nossa batalha.
Contra quem nos destrói o sonho
E esses sei que não são Braguistas,
Por esses ponho as mãos no fogo
Pela certeza de serem bairristas.
Para a nova época estamos prontos
Derrotaremos quem nos acha tontos,
Até não poder-mos mais, iremos marchar!
Quem comigo se vai alistar?"
À espera do recomeço
Não por não querer, mas por não ser capaz,
Por não me sentir suficientemente audaz
E quando tento explicar sai algo sem tino.
Sinto bolas, sinto golos, sinto abraços,
Explosões de alegria que me seguem os passos.
Tenho sonhos, tenho ilusões,
Tenho a crença que ainda seremos campeões
Se para baixo não nos empurrarem
Os senhores que no futebol mandam,
Para se satisfazerem e se vangloriarem,
Mas que ao longe a vigaristas tresandam.
Temos de lutar contra esta espécie,
Unidos e com as nossas armas prontas,
Deixar de lados as batalhas tontas
Entre aqueles que a nós pertencem
E que apenas de algum fervor carecem.
Se somos família dentro da muralha
É contra os de fora nossa batalha.
Contra quem nos destrói o sonho
E esses sei que não são Braguistas,
Por esses ponho as mãos no fogo
Pela certeza de serem bairristas.
Para a nova época estamos prontos
Derrotaremos quem nos acha tontos,
Até não poder-mos mais, iremos marchar!
Quem comigo se vai alistar?"
domingo, 31 de julho de 2011
União
Atentando à imagem: "Todos diferentes, todos iguais"
(o resto da interpretação fica ao critério de cada um)
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Cores
Sinto-me livre, sinto-me eu. Furando cada onda do mar, saltando cada barreira, atravessando cada montanha repleta de natureza, biodiversidade, risco e aventura. Reencontro-me comigo mesmo, na superfície da felicidade, demonstrada em cada sorriso esboçado no meu rosto com lápis de cor.
O preto e branco deu lugar a alegres e viçosas cores, repletas de loucura de um eu até então desaparecido há muito tempo. Já ouvi muita gente a dizer, uns mais directos que outros, que ela me trouxe de volta, mas penso que não me trouxe de volta àquilo que eu era há uns meses atrás, trouxe-me sim de volta para o que fui há muitos anos atrás e não me lembro, ou então por não me lembrar é porque nunca o cheguei a ser.
Estou alegre, vivo, mexido, criativo, dinâmico, com vontade de viver e fazer viver. Os lápis de cor não serviram apenas para esboçar o meu sorriso, também me coloriram, por dentro e por fora, pintaram a minha alma de outra cor bonita mas que desconhecia, coloriram os meus pensamentos maus em algo bom, fizeram florescer o que de melhor havia em mim, os momentos diferentes, a irreverência, as emoções, as loucuras, a vida. Uma vida colorida e a levitar.
Está no meu coração no início de todas as manhãs, não posso negar que está até ao fim do dia, e a noite também é sua nos mais belos sonhos que alguma vez tive. Completa-me, rouba o meu fôlego, é imprevisível e quando está nos meus braços não importa o que fazemos, não existe mais nada, o mundo é nosso e belo à nossa maneira e isto fascina-me até à lua e da lua até aqui.
Sem dúvida que veio colorir a minha vida, eu quero colorir ainda mais a sua e juntos vamos colorir ainda mais o nosso mundo com as tintas que só nós temos e sabemos usar.
O preto e branco deu lugar a alegres e viçosas cores, repletas de loucura de um eu até então desaparecido há muito tempo. Já ouvi muita gente a dizer, uns mais directos que outros, que ela me trouxe de volta, mas penso que não me trouxe de volta àquilo que eu era há uns meses atrás, trouxe-me sim de volta para o que fui há muitos anos atrás e não me lembro, ou então por não me lembrar é porque nunca o cheguei a ser.
Estou alegre, vivo, mexido, criativo, dinâmico, com vontade de viver e fazer viver. Os lápis de cor não serviram apenas para esboçar o meu sorriso, também me coloriram, por dentro e por fora, pintaram a minha alma de outra cor bonita mas que desconhecia, coloriram os meus pensamentos maus em algo bom, fizeram florescer o que de melhor havia em mim, os momentos diferentes, a irreverência, as emoções, as loucuras, a vida. Uma vida colorida e a levitar.
Está no meu coração no início de todas as manhãs, não posso negar que está até ao fim do dia, e a noite também é sua nos mais belos sonhos que alguma vez tive. Completa-me, rouba o meu fôlego, é imprevisível e quando está nos meus braços não importa o que fazemos, não existe mais nada, o mundo é nosso e belo à nossa maneira e isto fascina-me até à lua e da lua até aqui.
Sem dúvida que veio colorir a minha vida, eu quero colorir ainda mais a sua e juntos vamos colorir ainda mais o nosso mundo com as tintas que só nós temos e sabemos usar.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Há um ano
Relaxem, nestes dias recebi muitas mensagens, emails e até ameaças por não haver posts (estou a brincar.xb) - O Bandido não foi apanhado, simplesmente foi de "férias" e não conseguiu vir aqui escrever durante uma semana.
Um semana muito intensa, muitos acontecimentos, momentos vividos, emoções sentidas que serão reflectidas, sorridos partilhados e por vezes roubados, pestanas fechadas a querer dormir, olhos arreguilados para melhor discutir, toques com história ao som de memória, atitudes, o certo, o errado, o bom, o mau, o apetecível e indesejável, para mais tarde recordar, para não voltar a repetir. Muita coisa em apenas uma, uma semana de muitas coisas.
Fez hoje exactamente um ano. Quem sente verdadeiramente sabe que dia foi hoje há uma ano, sabe o que viveu e o quanto se emocionou. Impossível eu esquecer! Era um dia tórrido, daqueles em que só nos apetece meter dentro de um frigorífico, o céu avermelhado e nublado de fumo devido aos muitos incêndios que se deflagravam nesse dia (tal como hoje!), a cidade cheirava a estrelinhas (sim, aquelas estrelinhas) pela primeira vez, a dúvida permanecia pela manhã se neste jogo já iria haver hino e se a decoração ia ser de estrelinhas (sim essas mesmo!). Ai aquela ansiedade...
Previa-se uma invasão de escoceses. Tinha combinado com uma pessoa na altura importante para mim, para de tarde irmos para a cidade conviver com esses senhores e aproveitar o ambiente fantástico. Topava-se ao longe quem eram eles, estavam espalhados por todo o lado, entoavam cânticos, bebiam, vestidos com t-shirt's às riscas verdes e brancas horizontais a fazer lembrar uns meninos lá da mouraria, pele cor de lixívia, barrigudos, com bochechas vermelhas e não era devido ao calor nem ao reflexo das outras t'shirts que eles pensam fáceis de domar.
Sentámo-nos na esplanada do Astória para beber um delicioso granizado (ao tempo que não bebo um!), e pouco tempo depois aparece a TVI a fazer entrevistas aos adeptos do Celtic: enquanto uns falavam os outros cantavam no plano da câmara, e eu abraçado a eles a cantar também. O repórter depois também queria entrevistar um adepto do Braga, e quem é que ele foi escolher? A mim! Lembro-me de lhe falar acima de tudo, acerca do orgulho que era para a cidade e clube estar a disputar um jogo daquela mais importante competição de clubes pela primeira vez. Para terminar perguntou-me qual era o prognóstico para mais logo, eu, com um optimismo moderado pois iríamos defrontar um grande equipa habituada a estas andanças, disse-lhe que iríamos ganhar por 1-0 e que marcava o Alan, e não é que aos 25 minutos de jogo esse mesmo jogador pôs mesmo o Braga a ganhar 1-0 através de um golo de grande penalidade? Mas ainda bem que depois o meu prognostico correcto não se manteve pois entraram ao longo do jogo mais duas bolas na baliza dos forasteiros.
Sentámo-nos na esplanada do Astória para beber um delicioso granizado (ao tempo que não bebo um!), e pouco tempo depois aparece a TVI a fazer entrevistas aos adeptos do Celtic: enquanto uns falavam os outros cantavam no plano da câmara, e eu abraçado a eles a cantar também. O repórter depois também queria entrevistar um adepto do Braga, e quem é que ele foi escolher? A mim! Lembro-me de lhe falar acima de tudo, acerca do orgulho que era para a cidade e clube estar a disputar um jogo daquela mais importante competição de clubes pela primeira vez. Para terminar perguntou-me qual era o prognóstico para mais logo, eu, com um optimismo moderado pois iríamos defrontar um grande equipa habituada a estas andanças, disse-lhe que iríamos ganhar por 1-0 e que marcava o Alan, e não é que aos 25 minutos de jogo esse mesmo jogador pôs mesmo o Braga a ganhar 1-0 através de um golo de grande penalidade? Mas ainda bem que depois o meu prognostico correcto não se manteve pois entraram ao longo do jogo mais duas bolas na baliza dos forasteiros.
Do centro da cidade para o estádio, apanhei o autocarro que ia para Vila Verde e saí na paragem da rotunda da confeiteira, lá fui caminhando, agora sozinho, debaixo de um calor abrasador, muito movimento, carros, bandeiras, as pessoas rumo ao sonho que quase um mês mais tarde se viria a tornar realidade. Encontro-me com os amigos do costume. Entro no estádio, cadeiras com aplaudidores e rolos de papal higiénico, não era para as limpar, mas sim para fazermos pela primeira vez naquele estádio a bonita coreografia de atirar os rolos e estes desenrolarem-se pelo ar, ficou um efeito fantástico, mágico sem dúvida.
Começa o jogo, berrava-se fortemente BRAGA, com uma intensidade pouco comum de assistir, tenho noção que fizemos mesmo muito barulho, transpirava de nervos, emoção e garra querendo empurrar a equipa para o objectivo, a camisola do Braga vestida colava-se ao meu corpo e o meu coração colava-se à esperança de um sonho comum.
Começa o jogo, berrava-se fortemente BRAGA, com uma intensidade pouco comum de assistir, tenho noção que fizemos mesmo muito barulho, transpirava de nervos, emoção e garra querendo empurrar a equipa para o objectivo, a camisola do Braga vestida colava-se ao meu corpo e o meu coração colava-se à esperança de um sonho comum.
O resto já todos sabem, era o início, apenas o início...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Estatísticas
Neste mês saíram os primeiros resultados dos Censos2011, o cenário é preocupante com a cada vez maior desertificação das zonas do interior do país e os centros históricos das áreas metropolitanas continuam a perder residentes, no entanto gostei de ver que Braga foi o segundo concelho do país que mais população ganhou, à sua frente ficou apenas o concelho de Cascais. Consolidamo-nos assim claramente e cada vez mais, como a 3ª grande área metropolitana do país.
Eu que adoro estatísticas, hoje - dia em que o bandido faz 3 meses de existência online - lembrei-me de fazer uma ligeira análise às do blogue.
À data em que escrevo este post, estão contabilizadas 4396 "page views", (sendo administrador as minhas não são contabilizadas) o que faz uma média de 50 por dia, números que para apenas 3 meses de existência e visto que não há divulgação em lado nenhum para além do meu facebook que até está em privado, agradam-me bastante.
A nível de fontes de tráfego, como seria de esperar a principal é o facebook, segue-se os que acedem ao bandido directamente, depois o google português e a seguir o google brasileiro. Já recebi visitas através do hotmail/msn o que significa que o link do bandido já foi enviado através de mensagem no msn ou email. Neste mês também já recebi algumas visitas através do facebook mobile, é sinal que já há gente que não aguenta muito tempo sem vir ao bandido, vão de férias, acedem ao face pelo telemóvel e depois vêm cá ter, fazem bem :)
Neste quadro apresento os principais países de onde provêem os visitantes, e browsers e sistemas operativos usados pelos bandidomaníacos. Hum? Até já cá vêm através do iPad, sinto-me orgulhoso. Ahahah. Também gostava de saber o que é que os índios vieram cá fazer. -.-"
Para terminar esta pequena análise, deixo o top de posts que foram abertos individualmente. Não é novidade nenhuma que todos estes posts tenham sido alvo de comentários: se assinala que foram comentados os leitores automaticamente vão abrir-los para os ver, perfeitamente natural. Engraçado que os textos que mais gostei de escrever não constam deste TOP10.
Por último, quero agradecer a todos os que têm cá vindo ler o que escrevo e comentar ordeiramente, é sempre bom saber que não "falamos" para as paredes e receber também algum feedback em relação ao que vai sendo publicado. Enfim, o Bandido já se entranhou em mim de vez em quando até já me chamam este nome pessoalmente. Obrigado e continuem a cá vir :)
Eu que adoro estatísticas, hoje - dia em que o bandido faz 3 meses de existência online - lembrei-me de fazer uma ligeira análise às do blogue.
À data em que escrevo este post, estão contabilizadas 4396 "page views", (sendo administrador as minhas não são contabilizadas) o que faz uma média de 50 por dia, números que para apenas 3 meses de existência e visto que não há divulgação em lado nenhum para além do meu facebook que até está em privado, agradam-me bastante.
A nível de fontes de tráfego, como seria de esperar a principal é o facebook, segue-se os que acedem ao bandido directamente, depois o google português e a seguir o google brasileiro. Já recebi visitas através do hotmail/msn o que significa que o link do bandido já foi enviado através de mensagem no msn ou email. Neste mês também já recebi algumas visitas através do facebook mobile, é sinal que já há gente que não aguenta muito tempo sem vir ao bandido, vão de férias, acedem ao face pelo telemóvel e depois vêm cá ter, fazem bem :)
Neste quadro apresento os principais países de onde provêem os visitantes, e browsers e sistemas operativos usados pelos bandidomaníacos. Hum? Até já cá vêm através do iPad, sinto-me orgulhoso. Ahahah. Também gostava de saber o que é que os índios vieram cá fazer. -.-"
(Clicar na imagem para ampliar)
Para terminar esta pequena análise, deixo o top de posts que foram abertos individualmente. Não é novidade nenhuma que todos estes posts tenham sido alvo de comentários: se assinala que foram comentados os leitores automaticamente vão abrir-los para os ver, perfeitamente natural. Engraçado que os textos que mais gostei de escrever não constam deste TOP10.
Por último, quero agradecer a todos os que têm cá vindo ler o que escrevo e comentar ordeiramente, é sempre bom saber que não "falamos" para as paredes e receber também algum feedback em relação ao que vai sendo publicado. Enfim, o Bandido já se entranhou em mim de vez em quando até já me chamam este nome pessoalmente. Obrigado e continuem a cá vir :)
Lavar
Dei uma cortadela ao meu cabelo. A mulher, toda ela simpática, bem disposta e algo atrevida, com as suas tesouras bem limadas cortou (muito) mais do que eu queria, ficou mesmo curto, não gostei, detestei e apetecia-me vir embora sem pagar. No entanto, até agora, toda a gente me disse que me fica bem este corte, não sei se hei-de acreditar ou se estão apenas a ser simpáticos. Seja como for, agora está feito e assim também é melhor por causa do calor, por falar nisso: qué dele? Estamos em fins de Julho e este ano parece que o Verão não quer nada connosco, só espero que quando o calor vier não seja para "matar" tudo. Voltando ao tema inicial, aproveitei o lanço e também cortei a barba, se por um lado com estes "cortes" pareço mais OMEM (contínua a estar bem escrito.xb), por outro também fico com carinha de miúdo, pareço um puto, qualquer um dos lados acaba por ser bom.
Dia de sair com os best friends, uma noite algo orvalhosa mas com uma temperatura agradável que não nos demovia da vontade de sair de casa e estarmos juntos para mais uma das típicas noite de diversão. Antes do encontro no sítio do costume há hora do costume, jantei fora, dei uma das minhas voltinhas que adoro fazer sozinho à descoberta de pormenores e panorâmicas fantásticas da minha cidade. Fiz a troca dos nossos lugares anuais pois até aqui íamos e víamos sempre todos juntos os jogos do enorme apesar de estarmos em lugares separados, assim a situação já está regularizada com as nossas cadeiras mágicas todas juntas, para unidos voltarmos a viver mais uma época de grandes emoções.
Já reunidos, só tive tempo de os cumprimentar e devolver os cartões. Segui logo com a best para irmos buscar uma amiga que chegava de Lisboa à central de camionagem nessa noite, pelo caminho pusemos em dia a muita conversa em falta. A tal amiga chega, os normais abraços de saudade, mete as malas no meu carro e segue connosco para junto dos outros. Já todos juntos novamente decidimos ir até às animadas noites de verão no AutocarroBar na ponte do Bico. Para terminar a noite, nada melhor do que umas conversas sentados na relva, junto ao rio enquanto se ouvia a música que passava no bar do outro lado do rio, só faltava uma fogueirinha. E alguém me vai lavar o carro!!!
Dia de sair com os best friends, uma noite algo orvalhosa mas com uma temperatura agradável que não nos demovia da vontade de sair de casa e estarmos juntos para mais uma das típicas noite de diversão. Antes do encontro no sítio do costume há hora do costume, jantei fora, dei uma das minhas voltinhas que adoro fazer sozinho à descoberta de pormenores e panorâmicas fantásticas da minha cidade. Fiz a troca dos nossos lugares anuais pois até aqui íamos e víamos sempre todos juntos os jogos do enorme apesar de estarmos em lugares separados, assim a situação já está regularizada com as nossas cadeiras mágicas todas juntas, para unidos voltarmos a viver mais uma época de grandes emoções.
Já reunidos, só tive tempo de os cumprimentar e devolver os cartões. Segui logo com a best para irmos buscar uma amiga que chegava de Lisboa à central de camionagem nessa noite, pelo caminho pusemos em dia a muita conversa em falta. A tal amiga chega, os normais abraços de saudade, mete as malas no meu carro e segue connosco para junto dos outros. Já todos juntos novamente decidimos ir até às animadas noites de verão no AutocarroBar na ponte do Bico. Para terminar a noite, nada melhor do que umas conversas sentados na relva, junto ao rio enquanto se ouvia a música que passava no bar do outro lado do rio, só faltava uma fogueirinha. E alguém me vai lavar o carro!!!
domingo, 17 de julho de 2011
Verdade
Só peço o verdadeiro
Coisa rara hoje em dia,
Eu que tento ser cavalheiro
Não aguento com hipocrisia
Que me ilude e me afasta
Sem qualquer ideia nefasta.
Preso na minha cabeça
Estão pensamento inseguros,
Não em relação a mim
Porque eu nasci e morro assim
Mas por detrás de outro muro,
Que eu não consigo espreitar
Nem existe essa capacidade
De a certeza que apuro
Ser verdade a detectar.
Medo foi o que a vida
Que por meramente esquecida
Me obrigou muito a ter
Como algo incontrolável
Mas que um dia irei perder.
Um dia virá até mim novamente
A segurança que existia
Basta dedicação e verdade
E eu direi irreverente:
Era uma vez um homem que temia...
Sou verdadeiro e necessito que o sejam sempre comigo.
Eu que tento ser cavalheiro
Não aguento com hipocrisia
Que me ilude e me afasta
Sem qualquer ideia nefasta.
Preso na minha cabeça
Estão pensamento inseguros,
Não em relação a mim
Porque eu nasci e morro assim
Mas por detrás de outro muro,
Que eu não consigo espreitar
Nem existe essa capacidade
De a certeza que apuro
Medo foi o que a vida
Que por meramente esquecida
Me obrigou muito a ter
Como algo incontrolável
Mas que um dia irei perder.
Um dia virá até mim novamente
A segurança que existia
Basta dedicação e verdade
E eu direi irreverente:
Era uma vez um homem que temia...
Sou verdadeiro e necessito que o sejam sempre comigo.
sábado, 16 de julho de 2011
Parabéns!*
Era o seu dia de aniversário e não podia deixar de estar com ela, tal pensamento na minha cabeça dava-me a volta ao estômago porque para mim, as pessoas são sempre o mais importante de tudo! Como tal, vendi o meu bilhete e lugar no SBSR para ver os The Kooks, mais oportunidades virão com certeza. Não me arrependo de o ter feito, nem um bocadinho. Depois do dia de quinta era impossível existir tal sentimento e a palavra que ouvi ontem de manhã fez-me ter a certeza que até foi das melhores opções da minha vida até ao momento.
Passou a meia noite comigo, fui o primeiro a dar-lhe os parabéns, vimos as estrelas, dançámos, rimos, pulámos e bebemos uns copos. Soltámos a criança que há dentro de nós sem medo nem complexos, a noite era para a diversão e a felicidade da nossa união estava estampada nos nossos rostos. Não fomos tarde para casa porque de manhã tínhamos de nos pôr a pé cedo para a segunda parte da minha prenda de aniversário.
Acordei bem cedo para planear e preparar as coisas, queria que tudo saísse perfeito, mesmo sabendo que esse adjectivo na realidade não existe, luto sempre por ele, para mim e para os outros . O sol radiava bem forte e a temperatura já incomodava de tão elevada para aquela hora do dia. Encontrámo-nos e era então o início do dia mágico em que vimos a vida e o mundo de uma panorâmica diferente, percorremos lugares únicos e encantados, dignos das mais belas histórias de príncipes e princesas que eu apenas e só quero proporcionar às pessoas especiais. Sentia-a muito feliz não só com o que vivia naquele dia mas com tudo, eu também estava pois a minha maior felicidade era a de saber que estava fazer sentir-se assim.
Passou a meia noite comigo, fui o primeiro a dar-lhe os parabéns, vimos as estrelas, dançámos, rimos, pulámos e bebemos uns copos. Soltámos a criança que há dentro de nós sem medo nem complexos, a noite era para a diversão e a felicidade da nossa união estava estampada nos nossos rostos. Não fomos tarde para casa porque de manhã tínhamos de nos pôr a pé cedo para a segunda parte da minha prenda de aniversário.
Acordei bem cedo para planear e preparar as coisas, queria que tudo saísse perfeito, mesmo sabendo que esse adjectivo na realidade não existe, luto sempre por ele, para mim e para os outros . O sol radiava bem forte e a temperatura já incomodava de tão elevada para aquela hora do dia. Encontrámo-nos e era então o início do dia mágico em que vimos a vida e o mundo de uma panorâmica diferente, percorremos lugares únicos e encantados, dignos das mais belas histórias de príncipes e princesas que eu apenas e só quero proporcionar às pessoas especiais. Sentia-a muito feliz não só com o que vivia naquele dia mas com tudo, eu também estava pois a minha maior felicidade era a de saber que estava fazer sentir-se assim.
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